quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Correios apresenta ações para próximos anos

Redação 24 Horas News
 
Os Correios divulgaram nesta quarta-feira (14), em Brasília, uma série de ações que a empresa vai implementar nos próximos anos visando ser um conglomerado empresarial moderno, flexível, dinâmico e com negócios diversificados, ajustado ao nível de desenvolvimento do País. As medidas compõem o Plano Estratégico Correios 2020 e são possíveis graças à Lei 12.490/11, que moderniza e amplia a atuação da ECT.
Entre as ações anunciadas, destacam-se parceria com operadoras para oferta de telefonia móvel, fornecimento de soluções completas de comunicação digital, qualificação permanente dos empregados, ampliação do parque tecnológico, investimento em infraestrutura, novos serviços de encomendas para o comércio eletrônico, parcerias de logística integrada para aumentar a participação no mercado concorrencial e ações de responsabilidade social e ambiental.
O presidente dos Correios, Wagner Pinheiro de Oliveira, destacou que a meta da ECT é atender com excelência e se tornar empresa de classe mundial. “Temos o objetivo de melhorar a qualidade, dar mais eficiência no atendimento à população, às empresas brasileiras, ao governo federal, aos governos estaduais e municipais”, afirmou.
O ministro das Comunicações e presidente do Conselho de Administração dos Correios, Paulo Bernardo, ressaltou que uma empresa que tem esse porte precisa ter uma grande preocupação com o futuro e investir no seu corpo funcional. “Nós estamos fortalecendo os Correios e, por isso, precisamos de um planejamento como o apresentando hoje, com foco na qualificação permanente dos trabalhadores”, afirmou Bernardo.
Balanço – O presidente dos Correios ainda apresentou as principais realizações implementadas em 2011. Entre elas, a aprovação e a sanção da Lei 12.490/11, o decreto do novo Estatuto Social da ECT, a realização do concurso público para 9.190 vagas, a licitação da rede de telecomunicações, o novo modelo de franquias, o leilão para a escolha da nova parceria do Banco Postal, entre outras ações. “Estamos trabalhando permanentemente para resgatar a qualidade operacional, a imagem e o nível de confiança dos Correios”, disse Pinheiro.

Carta Social somente poderá ser usada por beneficiários do Bolsa Família

AGêNCIA BRASIL 14/12/2011 22h30


A Carta Social somente poderá ser usada pelos beneficiários do Programa Bolsa Família a partir de março do ano que vem. Esse tipo de correspondência tem valor de postagem de R$ 0,01. Segundo os Correios, o principal objetivo da medida é facilitar o acesso de pessoas menos favorecidas aos serviços postais oferecidos pela empresa.
Para enviar a Carta Social, o remetente (podendo ser titular ou dependente do Bolsa Família) deve apresentar, em qualquer guichê dos Correios, o cartão de identificação do programa e documento de identidade. Os endereços do remetente e destinatário devem ser escritos à mão e o limite máximo de postagens é de cinco por dia. O envelope deve ter a identificação de Carta Social.
As correspondências de pessoas físicas que não possuem o benefício serão classificadas como Carta não Comercial. Esse tipo de correspondência não tem restrição para uso e o valor varia de R$ 0,75 (encomendas até 20 gramas) a R$ 5 (de 450 a 500 gramas). Caso ultrapasse o peso máximo, a pessoa pagará o valor de encomenda feita por Sedex, determinado no ato do pagamento. O anúncio da restrição ao uso da Carta Social foi feito ontem (13) pelo Ministério das Comunicações.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

BANCO POSTAL: JÁ É POSSIVEL FAZER PRÉ-CADASTRO PARA ABERTURA DE CONTA PELA INTERNET


A partir de 02/01/2012, o Banco Postal será correspondente bancário do Banco do Brasil.
 Os atuais clientes que tenham conta no Banco Postal, que atualmente é correspondente bancário do Bradesco, se quiserem continuar utilizando as Agências de Correios terão que abrir uma nova conta.
Para isso, no site do Banco do Brasil já é possível fazer um pré-cadastro para abertura de conta. Basta entrar no link abaixo:

Neste mesmo link, é possível tirar dúvidas sobre como será a transição entre Bradesco e Banco do Brasil.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Está na hora da empresa investir em segurança

Caso você seja uma pessoa muito curiosa, peço que faça uma coisa: entre no Google Notícias e digite "Correios". Os resultados são alarmantes e horripilantes: assaltos a carteiros, agências, centros de distribuição, sequestro de gerentes de agências. Há casos que lembram filme de terror. 
Infelizmente a violência no país e no mundo tem crescido vertiginosamente. Há inúmeros motivos que estão levando a este aumento. Desde algumas políticas públicas mal sucedidas pelas esferas municipais, estaduais e federais, como novos desafios de como se tratar com as novas tecnologias, para produção de armas, golpes e drogas.
O que não dá para se admitir é que os Correios continuem deixando em último plano a questão da segurança. Os Correios estão, há muito tempo, inseridos na sociedade de forma muito clara. Portantoo s pontos positivos e também os problemas da sociedade afetam diretamente também os Correios.
É imprescindível que os Correios invistam em segurança das suas unidades, e principalmente dos seus empregados. Além de investimento, é necessária uma parceria (de preferência com apoio da sociedade e do legislativo) com as forças políciais do país. Parceria esta que poderia ser, inclusive, para a manutenção de unidade e equipamentos políciais. 
Espero que não seja necessário acontecer alguma tragédia para que a empresa começe a não medir esforços para trazer de volta a segurança necessária para que todos os trabalhadores da empresa.

domingo, 6 de novembro de 2011

Uso do serviço de SMS para cobrança de dívidas dobra entre 2010 e 2011

UOL



Entre 2010 e 2011 houve uma queda de 166% na utilização dos correios pelas principais empresas de cobranças, por conta da popularização dos serviços de SMS (short message service), cujo uso dobrou no mesmo período.
Este ano, as principais empresas de cobrança do Brasil enviaram, mensalmente, mais de 6 milhões de torpedos SMS e 1,5 milhão de cartas destinadas a consumidores de todo o país, solicitando a quitação de débitos. Em 2010, no entanto, a situação era outra, com as cartas sendo o recurso mais utilizado para tal fim. Foram 4 milhões de cartas contra 3 milhões de torpedos enviados por mês.
A informação é da Comunika, especializada em negócios móveis, com dados do Instituto Geoc (Gestão de Excelência Operacional em Cobranças).
As ações de cobranças --com objetivo de recuperar o crédito-- por meio do SMS corporativo ainda são novidades no mercado. No entanto, segundo a Comunika, a aplicação desse recurso nas cobranças está fazendo efeito, mostrando-se eficiente no relacionamento com consumidores que possuem pendências.

Vantagem

O gerente de negócios da Comunika, Daniel Bulach, acredita que o uso do SMS ajuda os consumidores, no sentido de tomar as providências rapidamente, antes do bloqueio do seu crédito, porque a mensagem é recebida instantaneamente, ao passo que as cartas levam de 3 a 7 dias para chegar.
Os investimentos em tecnologia por parte das empresas de cobrança possivelmente vão se expandir até o final do ano. Isso será reflexo, conforme afirma a superintendente do Igeoc, do aumento do crédito, que deverá atingir 48% do PIB (Produto Interno Bruto) até o final do ano.
Bulach ainda comenta duas outras vantagens da tecnologia: a discrição e eficiência. O SMS é um tipo de ferramenta que não interrompe as atividades dos usuários, já que fica armazenado até sua leitura.
Bulach ainda lembra uma pesquisa feita pela Acision em 2010, que revelou um percentual de 79% de usuários dispostos a receber mensagens via celular, desde que sua privacidade seja respeitada.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Acordo Coletivo julgado peloTST é por 4 anos

Conforme Processo Nº DC-6535-37.2011.5.00.0000 no TST, publicado em 14 de outubro de 2011, a cláusa 63 do Dissídio Coletivo, aprovado pelos Ministros do TST, diz o seguinte:

Cláusula 63 - VIGÊNCIA - O presente Instrumento Normativo terá vigência a partir de 1° de agosto de 2011 e vigorará até que sentença normativa, convenção coletiva de trabalho ou acordo coletivo de trabalho superveniente produza sua revogação, expressa ou tácita, respeitado, porém, o prazo máximo legal de quatro anos de vigência.

Foi aprovada desta forma, sob os seguintes argumentos:

IX) DECIDIU, por unanimidade, adequar a redação da Cláusula 63 - VIGÊNCIA ao PN 120/SDC.

Conforme a sentença citada acima, Instrumentos Normativos aprovados pelo TST tem validade de no máximo de quatro anos, sendo que, para serem substituidos, devem ser revogados via acordo coletivo de trabalho.

Por exemplo: caso as partes não queiram modificar o atual acordo, o mesmo poderá ser válido até o ano de 2015.


O dissídio aprovado pelo TST e que está valendo pode-se ler no link:

http://www.fentect.org.br/media/informes/Acord%C3%A3oT.._1.pdf

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Quebra do monopólio Postal

http://www.monitormercantil.com.br/

Durante muito tempo, os Correios apareciam entre as instituições mais respeitadas pelos brasileiros, o que faz parte da história - não ocorre mais. Após a greve de 28 dias, que gerou perdas de R$ 560 milhões para a ECT, empresários e parlamentares têm conversado sobre o fim do monopólio da estatal. Cada vez mais.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Correios: TST considera greve não abusiva e determina retorno ao trabalho

Notícias do Tribunal Superior do Trabalho




A Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal Superior do Trabalho acaba de decidir que a greve dos empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) não é abusiva. Com o julgamento, a categoria deve retornar ao trabalho a partir da 0h de quinta-feira, 13 de outubro. A SDC fixou reajuste salarial de 6,87% a partir de agosto de 2001; aumento real no valor de R$80,00 a partir de 1º de outubro de 2011; vale extra de R$575,00, a ser pago no mês de dezembro de 2011, aos trabalhadores admitidos até 31 de julho de 2011; vale alimentação de R$ 25,00; e vale-cesta de R$ 140,00.

Dias parados

O ponto mais discutido do julgamento foi o tratamento a ser dispensado aos 21 dias de paralisação (que, com o acréscimo do repouso semanal remunerado, representam 28 dias). O relator, ministro Maurício Godinho Ddelgado, propunha a compensação total, por meio de trabalho aos sábados e domingos, e a devolução dos seis dias já descontados pela ECT. A segunda corrente, liderada pelo presidente do TST, ministro João Oreste Dalazen, defendia que, de acordo com a Lei de Greve (Lei nº 7783/1989), a paralisação significa a suspensão do contrato do trabalho, cabendo, portanto, o desconto integral dos dias parados. No final, prevaleceu a corrente liderada pelo corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro Barros Levenhagen, que autoriza o desconto de sete dias e a compensação dos demais 21.

A compensação será feita até maio de 2012, aos sábados e domingos, conforme necessidade da ECT, observada a mobilidade de área territorial (na mesma região metropolitana e sem despesas de transporte para o trabalhador), e convocadas com pelo menos 72 horas de antecedência.

De acordo com o ministro Maurício Godinho Delgado, relator do dissídio na SDC, o direito de greve foi exercido pelos empregados da ECT dentro dos limites legais e não houve atentado à boa-fé coletiva. O ministro afirmou que “não se teve notícias de grandes incidentes durante todo o movimento da categoria profissional, nas mais de cinco mil unidades da empresa”.

(Augusto Fontenele e Carmem Feijó)

Processo: DC 6535-37.2011.5.00.0000


A Seção Especializada em Dissídios Coletivos é composta por nove ministros. São necessários pelo menos cinco ministros para o julgamento de dissídios coletivos de natureza econômica e jurídica, recursos contra decisões dos TRTs em dissídios coletivos, embargos infringentes e agravos de instrumento, além de revisão de suas próprias sentenças e homologação das conciliações feitas nos dissídios coletivos.

TST ordena fim da greve nos Correios, desconta 7 dias e manda compensar 21

Blog Claudio Humberto

11/10/2011 | 19:03

O Tribunal Superior do Trabalho acaba de determinar o fim da greve nos Correios a partir da zero hora desta quinta-feira (13), bem como o desconto de sete dias nos salários dos trabalhadores e a reposição, com trabalho, de outros 21 dias. Em sua decisão, o TST não considerou a greve abusiva, mas fixou multa diária de R$ 50 mil para a Federação dos Trabalhadores na ECT em caso de desobediência. Os funcionários da estatal terão reajuste de 6,87% nos salários a partir de 1º de agosto e mais oitenta reais a partir de 1º de outubro, mas excluiu um abono que havia sido negociado antes do julgamento do dissídio. Logo cedo, os grevistas tentaram impedir o julgamento do dissídio apresentando uma preliminar contrária à sua realização, mas o TST, em decisão considerada corajosa, entendeu que em dissídio de greve não é necessários que as partes estejam em comum acordo para que a sessão de julgamento se realize.

Correios: TST ignora manobra e julga dissídio; greve acaba quinta

blog Claudio Humberto

Em decisão unânime, o Tribunal Superior do Trabalho decidiu julgar o dissídio coletivo ainda nesta terça-feira, o que vai determinar o fim da greve nos Correios a partir da meia-noite de quinta-feira (13). O TST ignorou a preliminar apresentada pela Federação dos Carteiros, discordando do julgamento do dissídio, numa manobra para tornar a greve indefinida. Os ministros entenderam que em dissídio de greve não é necessário o estabelecimento do comum acordo para que o julgamento seja realizado. O ministro relator, Maurício Godinho Delgado, acolheu o que foi acordado na reunião de conciliação presidida pela ministra Maria Cristina Peduzzi, há uma semana, fixando aumento de 6,87% e abono de R$ 80 a partir de 1º de outubro, mas na sua opinião os dias parados devem ser integralmente compensados pelos funcionarios dos Correios, mas sem desconto nos salários. Ele defende que o TST ordene a compensação através do aumento de carga horária por determinado período.

A máquina e a massa

Panorama Político
Ilimar Franco

O Globo - 09/10/2011

"Achem um deputado da Causa Operária", ironiza o ministro Paulo Bernardo (Comunicações), cada vez que um deputado do PT ou do PCdoB o procura para intermediar acordo para pôr fim à greve dos Correios. Esses partidos controlam a maioria dos sindicatos, mas, nas assembleias, quem faz a cabeça dos carteiros é o Partido da Causa Operária (PCO). "O PSOL e o PSTU ficaram para trás, daí para a direita é tudo pelego", diz o ministro.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Grevistas dos Correios poderão ter perdas com o dissídio coletivo

Agência Brasil
Sabrina Craide


O julgamento do dissídio coletivo dos trabalhadores dos Correios pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) poderá trazer prejuízos à categoria, na avaliação do presidente da corte, ministro João Oreste Dalazen. Na tarde de hoje (7), ele mediou a segunda audiência de conciliação entre a empresa e representantes dos grevistas. Por falta de acordo entre as duas partes, a questão foi encaminhada à Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC), que julgará o dissídio na próxima terça-feira.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Correios: TST determina que 40% da categoria se mantenha em atividade

TST Notícias

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro João Oreste Dalazen, acolheu parcialmente o pedido de liminar da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e determinou à Federação Nacional dos Trabalhadores em empresas de Correios e Telégrafos e Similares (FENTECT) que mantenha em atividade o contingente mínimo de 40% dos empregados de cada unidade operacional da empresa, durante o movimento grevista, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. O ministro antecipou ainda para amanhã (7), às 14h, a audiência de instrução do dissídio coletivo instaurado pela ECT.

A decisão do presidente do TST ocorre após a rejeição pela categoria profissional do acordo firmado entre a ECT e a FENTECT em audiência de conciliação realizada na sede do TST na última terça-feira (4). O ministro Dalazen revolveu antecipar a audiência, inicialmente marcada para segunda-feira (10), devido ao “interesse público” da greve, pois os serviços prestados pela ECT seriam essenciais para a população.

Dalazen utilizou como base para a sua decisão o artigo 11 da Lei nº 7.783/89 (Lei de Greve), segundo o qual, “nos serviços ou atividade essenciais, os sindicatos, empregadores e os trabalhadores ficam obrigados, de comum acordo, a garantir, durante a greve, a prestação de serviços indispensáveis ao atendimento da população”.

O acordo para o fim da greve, firmado entre a ECT e a FENTECT no TST, em audiência de conciliação presidida pela vice-presidente do Tribunal, ministra Maria Cristina Peduzzi, só surtiria efeito se fosse referendado pela categoria em assembleias por todo o País. Com a sua rejeição, o dissídio coletivo deverá ir a julgamento pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do TST.

Leia aqui a íntegra do despacho.

(Augusto Fontenele/CF)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Comando de Negociação dos Trabalhadores orienta aprovação da proposta apresentada pelo TST

Fonte: site Fentect


Comando Nacional de Negociação e Mobilização 2011.

INFORME – 041, Brasília, 05 de outubro de 2011.
AOS SINDICATOS FILIADOS

Companheiros/as, na audiência ocorrida no TST no dia de ontem, 04/10/2011, ficou condicionada a aprovação ou rejeição da proposta apresentada pela Exma. Sra. Ministra Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, nas assembléias da categoria a serem realizadas no dia de hoje, 05/10, em todo o país.
Após quatro horas e meia de debate, em uma audiência tensa, a Ministra, na presença do Comando de Negociação, representantes da ECT e vários representantes da categoria, diante do impasse que gerou 21 dias de greve, declarou que caso não houvesse entendimento entre as partes, encaminharia a questão para Dissídio Coletivo a ser julgado. Alertou que já existia jurisprudência desfavorável à categoria em relação aos dias parados e cláusulas econômicas, e que aumento real seria praticamente impossível de ser apreciado pelo relator.

Este comando, com postura séria desde o início das negociações, tem o papel de informar e esclarecer aos companheiros(as). Caso a proposta conciliada no TST seja rejeitada pela categoria, nosso Acordo Coletivo de Trabalho será julgado em Dissídio Coletivo, com o risco citado acima.

Neste sentido, este Comando orienta pela aprovação da proposta encaminhada pelo TST. Segue em anexo a Ata do TST contendo todo o relato da audiência, inclusive a proposta, parecer da Assessoria Jurídica da FENTECT e Parecer Técnico do DIEESE sobre a referida proposta.

Avaliação da Proposta do TST pelo DIEESE

COMENTÁRIOS AOS ITENS SALARIAIS DA PROPOSTA DE ACORDO COLETIVO DE
TRABALHO 2011-2012 APRESENTADA NA AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO DO DISSÍDIO
INSTAURADO PELA ECT

Na audiência de conciliação de ontem, 04 de outubro, realizada no TST e presidida pela ministra Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, instrutora do dissídio coletivo instaurado pela ECT, foi formulada uma proposta para o ACT 2011-2012 da ECT,que contempla o reajuste salarial de 6,87% na data-base e o aumento linear dos salários de R$ 80,00 em outubro de 2011. Em relação à proposta anteriormente apresentada pela empresa, as mudanças são a antecipação deste aumento linear, que ocorreria somente em janeiro, e o não pagamento imediato de abono de R$ 500,00. Além disso, ficariam mantidos os valores propostos para o vale alimentação de R$ 25,00, o vale cesta de R$ 140,00, os outros itens da proposta, bem como a proposta aborda a questão do pagamento dos dias parados durante a greve. Este documento abordará apenas o reajuste salarial, o aumento linear e os reajustes nos valores dos benefícios mencionados acima.

Em relação ao reajuste salarial, ficou mantido o índice corresponde ao IPCA-IBGE acumulado até o mês anterior à data-base. Este ponto da proposta representa a recomposição do poder de compra dos salários aos níveis de setembro de 2010, tomando aquele índice como parâmetro para o custo de vida.

O aumento linear de R$ 80,00 constitui aumento real expressivo para a maior parte da categoria. Para o menor salário, já reajustado pelo IPCA, os 80 reais significam um aumento real de 9,27%, enquanto que para o maior salário da tabela, o aumento real será de 0,58%.

Para os salários de cargos de nível médio, o aumento real mínimo será de 1,3%. A tabela a
seguir apresenta os ganhos salariais reais por referência salarial.

REFERÊNCIA SALARIAL GANHO REAL DESCONTADA A INFLAÇÃO
NM01 9,27%
NM15 7,02%
NM25 5,70%
NM41 4,02%
NM50 3,29%
NM65 2,34%
NM90 1,30%
NS01 2,44%
NS13 1,83%
NS29 1,24%
NS40 0,95%
NS60 0,58%
Elaboração: DIEESE.

Tais percentuais de ganho real podem ser considerados elevados diante do que se observa no conjunto de negociações de reajustes no setor privado e nas estatais atualmente. Pode-se perceber que, em 2011,
mais de 77% das negociações resultaram em aumentos reais (sobre o INPC), que não ultrapassaram os 2%.

Os outros dois itens da proposta, o vale alimentação e o vale cesta, de R$ 25,00 e de R$ 140,00, respectivamente, configuram reajustes de 8,7% e 7,7%. Estes níveis de reajustes estão, como se pode ver, bem acima da inflação acumulada, gerando ganhos de renda indireta substanciais, que favorecem sobretudo os trabalhadores que recebem os menores salários na empresa.

A antecipação do aumento real para outubro, em certa medida compensa o não pagamento do abono que havia sido proposto anteriormente. Se o valor do abono fosse convertido em seis salários mensais, que seria o número de salários a serem recebidos entre agosto e dezembro, incluindo o 13º, equivaleria a um aumento variando entre 9,7% e 0,6%, conforme o salário. No entanto, o abono não se incorporaria à remuneração, deixando de ter as repercussões futuras e reflexos remuneratórios gerados pelo aumento linear de R$ 80,00. Ou seja, a vantagem de antecipar-se o aumento linear, em relação ao abono, vem principalmente das repercussões na contribuição previdenciária (para os que recolhem abaixo do teto de contribuição), no fundo de pensão e no FGTS.

Portanto, a proposta, no que tange a estes itens, mantém os elementos de avanço e melhoria da remuneração dos trabalhadores que formam a grande massa de empregados na empresa.

Cabe, por fim, frisar que esta análise não pretende nem pode ser considerada uma avaliação global e exaustiva das propostas em negociação para o acordo coletivo de trabalho. Trata-se apenas de elementos oferecidos para subsidiar a decisão da categoria a respeito do assunto.
Clóvis Scherer
Economista - Supervisor – DIEESE-DF

terça-feira, 4 de outubro de 2011

FENTECT e Correios chegam a acordo para fim da greve a partir de quinta-feira

Notícias do Tribunal Superior do Trabalho

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (FENTECT) e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) chegaram a um acordo hoje (4) em audiência no Tribunal Superior do Trabalho para o fim da greve a partir de quinta-feira (6). O acordo será ainda referendado pelas assembléias da categoria em todo o país para surtir efeitos. A Fentect se comprometeu a orientar a categoria para votar pelo final da greve. A audiência foi presidida pela ministra Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, vice-presidente do TST e instrutora do dissídio coletivo instaurado pela ECT.

Pelo acordo, será concedido reajuste de 6,87%, retroativo 1º de agosto de 2011, e aumento linear de R$ 80,00, a partir de 1º de outubro de 2011. Os Correios se comprometeram a devolver, em folha suplementar, até segunda-feira (10), o desconto já realizado na folha de pagamento de seis dias de paralisação. Esse valor será descontado nos contracheques a partir de janeiro do próximo ano, em 12 vezes (meio dia de trabalho por mês). Os 15 dias restantes em que os empregados ficaram parados serão compensados com trabalho aos sábados e domingos.

Ficou acordado ainda o pagamento de vale alimentação (R$ 25,00), vale cesta (R$ 140,00), vale extra (R$ 575, a ser pago em dezembro de 2011), reembolso creche/babá (R$ 384,95), auxílio para dependente (R$ 611,02) e ressarcimento de gastos com medicamentos de até R$ 28,00 por mês.

Em entrevista coletiva após a audiência, a ministra Cristina Peduzzi se disse emocionada com o acordo, que põe fim a um problema que atinge a toda a sociedade, e se mostrou confiante de que as assembléias de trabalhadores referendem o acordo. Caso isso não ocorra, o dissídio será distribuído para um ministro relator para análise e posterior julgamento pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos do TST.

(Augusto Fontenele/CF)

Processo: DC 6535-37.2011.5.00.0000

sábado, 1 de outubro de 2011

Correios novamente em GREVE

terça-feira, 27 de setembro de 2011
Repete-se a velha história: Os Correios estão em greve por questões de aumento salarial. Cartas se acumulam nos centros de distribuição, encomendas atrasam, prazos deixam de ser cumpridos e garantidos pela ECT, faturas não chegam e consequentemente deixam de ser pagas ou são pagas com atraso, negócios deixam de ser realizados causando milhões de reais em prejuízo e destruindo a imagem dos Correios.

Não dirijo este texto à ECT, mas sim, aos funcionários que estão em greve. Vocês já se deram conta de que quando foram admitidos na empresa havia um contrato (que foi lido por vocês) especificando seu salário e suas funções? Já perceberam que houve um treinamento chamado CIDADANIA POSTAL onde vocês conheceram a empresa, sua missão, visão, sua maneira de atuação no mercado, seus problemas e, principalmente, SUA POLÍTICA DE CARGOS E SALÁRIOS??? Vocês já devem ter notado que a comunicação (sim, vocês trabalham numa empresa de comunicações) é um SERVIÇO ESSENCIAL, ou seja, que não deve ser interrompido?

Vocês não estão lutando por seus direitos. Vocês estão quebrando a empresa, diminuindo seus lucros e sua credibilidade diante da sociedade brasileira, e prejudicando muitas outras empresas e cidadãos brasileiros que dependem dos Correios para fechar um negócio através da entrega de um documento ou entregar o produto de uma venda.

Interessante é o fato de que o Sindicato fala tanto em proteger a empresa contra a privatização, mas não percebe que a cada greve, a empresa perde contratos, lucro e credibilidade. E todo mundo sabe que o primeiro passo para a privatização de uma empresa é a falta de credibilidade e dinheiro.

Vamos parar e pensar: O vale-alimentação de um funcionário dos Correios é o equivalente ao salário de muito chefe de família que trabalha de sol a sol, e não tem o direito de greve. A ECT concede participação nos lucros, cursos internos, vale-alimentação extra no Natal, e outras coisas que nem fazem parte do dever da empresa para com o funcionário. Há muita coisa a ser melhorada, concordo (mas destas o sindicato não lembra), mas há outras coisas que devemos reconhecer e valorizar. Vocês podem lutar pelos seus direitos, claro, mas de forma coerente e responsável, lembrando que há um país inteiro que depende do seu trabalho, e que, se você não quer fazer este trabalho, há quem queira.
Postado por Marvin (Sérgio Rodrigues) às 06:59

Comentário do Carteiro:
Realmente devemos pensar que toda ação tem uma reação, queremos uma empresa melhor, mas fazemos uma greve e ensinamos a população a cada vez mais usar o Débito automático, DDA, pagamento de conta pela internet, envio de mercadorias por outras transportadoras, entre outras facilidades que de certa forma diminui o serviço dos Correios.
Será que nossa empresa aguentará mais 5 anos da maneira como está? Depois de 5 greves, pois fazemos 1 por ano, não é?
Prezados colegas carteiros e Ecetistas, vamos pensar melhor, será que queremos uma empresa melhor ou afundar de vez a nossa?

Gostei do Blog abaixo, aconselho que deêm um olhada no mesmo.

http://marvincode.blogspot.com/2011/09/correios-novamente-em-greve.html

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O que é um dissídio coletivo?

Fonte: guiadediretos.org

O que é: Dissídios coletivos são ações propostas à Justiça do Trabalho por pessoas jurídicas (Sindicatos, Federações ou Confederações de trabalhadores ou de empregadores) para solucionar questões que não puderam ser solucionadas pela negociação direta entre trabalhadores e empregadores.

Os dissídios coletivos podem ser de natureza econômica ou jurídica. Os de natureza econômica criam normas que regulamentam os contratos individuais de trabalho como, por exemplo, cláusulas que concedem reajustes salariais ou que garantem estabilidades provisórias no emprego.

Os dissídios de natureza jurídica, conhecidos também como dissídios coletivos de direito, visam a interpretação de uma norma legal preexistente que, na maioria das vezes, é costumeira ou resultante de acordo, convenção ou dissídio coletivo.

Como funciona: Os Dissídios Coletivos são ações ajuizadas pelos sindicatos, federações ou confederações, para defesa dos interesses de seus filiados.

Os dissídios são ajuizados no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e é da competência do Juiz Vice-Presidente despachar, instruir e conciliar processos, designar e presidir as audiências, extinguir processos sem julgamento do mérito ou delegar a outro juiz vitalício tais atos.

Suscitado dissídio, a primeira etapa do processo consiste na realização de audiência de conciliação e instrução. Nessa audiência tenta-se levar as partes à celebração de um acordo que ponha fim ao dissídio. Nestes casos, o Juiz pode formular uma ou mais propostas visando a conciliação e no caso de acordo, será homologado pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos. Caso não haja acordo, o Juiz passará à fase de instrução, na qual interrogará as partes a fim de colher mais informações para o julgamento da matéria.

Contudo, a negociação e a tentativa de conciliação são etapas que antecedem os dissídios coletivos. De acordo com a Constituição Federal, a Consolidação das Leis do Trabalho e o Regimento Interno do TST, somente depois de esgotadas as possibilidades de autocomposição, as partes podem recorrer à Justiça do Trabalho. A jurisprudência do TST prevê a extinção do processo, sem julgamento do mérito, se não ficar comprovado o esgotamento das tentativas de negociação.


Quem tem direito: A decisão do Dissídio Coletivo que implique em novas condições de trabalho poderá ser estendida a todos os trabalhadores da mesma categoria profissional que atuem na jurisdição do Tribunal Regional de Trabalho onde a questão foi julgada.

Correios recorrem a TST na tentativa de encerrar greve

Agência Estado

Os Correios recorreram ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para tentar por fim à greve dos trabalhadores da estatal, que já dura 16 dias. Conforme nota divulgada há pouco pela empresa, depois de esgotar "todas as tentativas diretas de acordo" com a representação dos trabalhadores, não restou outra alternativa a não ser propor a conciliação junto ao TST. Segundo os Correios, no tribunal a empresa e os trabalhadores terão, novamente, mais uma oportunidade de finalizar um acordo, em audiência de conciliação, com a mediação judicial.

"Desde o início do ano, a direção dos Correios manteve as portas abertas aos trabalhadores, mediante um sistema de negociação permanente, com reuniões agendadas para o ano todo e não apenas para o período do Acordo Coletivo de Trabalho. Os representantes dos trabalhadores foram recebidos inúmeras vezes para tratar da mudança do Estatuto do ECT e foram ouvidos durante todo o processo de negociação da Participação nos Lucrose Resultados (PLR). A abertura da ECT ao diálogo também foi mantida durante todo o período de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho", informou a empresa, por meio de nota.

A empresa reforçou a posição de que continua aberta ao diálogo e conclama novamente os trabalhadores parados a reavaliar sua posição e fechar o acordo coletivo de trabalho "em benefício da população brasileira e de todos os 110 mil empregados da empresa".

Ontem, depois de mais de seis horas de reunião com a diretoria dos Correios, os funcionários da estatal decidiram manter a greve. Eles recusaram proposta oferecida pela empresa de reajuste real de R$ 80 a partir de janeiro e o pagamento imediato de um abono de R$ 500. A diretoria dos Correios também havia proposto - mas foi recusado pelos trabalhadores - o parcelamento do valor pelo corte do ponto dos funcionários que ficaram parados - a cada mês, seria descontado um dia.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Para descontrair.

Greve dos Bancários x Greve dos Correios

Bancários aprovam greve nacional para a próxima terça-feira (27)
Da Redação
Em São PauloE
Os bancários decidiram nesta quinta-feira (22) entrar em greve por tempo indeterminado a partir da próxima terça-feira (27). A decisão foi tomada em assembleias realizadas em 14 municípios em 12 Estados, segundo informou em nota a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf).
A categoria reivindica um reajuste de 12,8% (inflação do período mais aumento real de 5%), mas a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) oferece 7,8%. "A proposta significa apenas 0,37% de aumento real, apesar dos lucros acima de R$ 27,4 bilhões obtidos somente no primeiro semestre deste ano", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf.
As assembleias foram realizadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza, Alagoas, Porto Velho, Rio Branco, Campinas (SP), Juiz de Fora (MG), Dourados (MS) e Campina Grande (PB).
Amanhã (23), haverá uma nova rodada de negociações entre as partes. Na segunda-feira (26), os bancários pretendem realizar novas assembleias para avaliar a negociação e se preparar a greve, segundo a Contraf.
Além do reajuste, a categoria exige maior participação nos lucros, valorização do piso, fim da rotatividade, mais contratações, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades e inclusão bancária sem precarização, dentre outras reivindicação.

Comentário do Carteiro.
Os Correios tiveram um lucro que não chega a 10% se comparado ao lucro dos Bancos, em compensação os Correios ofereceram 13% de aumento e o sindicato quer 30

Greve dos Correios deve ser decidida na Justiça

Portal IG

Sindicatos regionais entraram com ações judiciais para tentar impedir que governo corte ponto dos grevistas

AE | 28/09/2011 19:04


O desconto em folha dos dias parados pelos trabalhadores dos Correios que aderiram à greve foi o que impediu o fechamento de um acordo entre o sindicato da categoria e a estatal hoje. O presidente da empresa, Wagner Pinheiro, disse à Agência Estado que, em reunião hoje no Ministério Público do Trabalho, as negociações chegaram a avançar, mediante a contraproposta apresentada pela estatal.

Os Correios decidiram pagar um abono de R$ 500,00 e um aumento de R$ 80,00 a partir de janeiro em substituição à proposta inicial que previa um abono de R$ 800,00 e uma parcela fixa de aumento no salário de R$ 50,00.

No entanto, o sindicato se retirou da mesa de negociações, segundo Pinheiro, quando a estatal abordou o corte do ponto de quem aderiu à greve. "Lamentamos eles terem tomado a iniciativa de ir para a Justiça. Não descontar (os dias parados) não tem condição", afirmou Pinheiro.

Alguns sindicatos regionais já entraram com ações na Justiça com o objetivo de impedir o desconto dos dias parados, mas as decisões da Justiça não são unânimes.

Na Paraíba, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Comunicação Postais, Telégrafos e Similares (Sintec-PB) obteve liminar para que não haja corte de ponto nem de vale-transporte e vale-alimentação dos grevistas.

Os Correios já recorreram da decisão. No Rio Grande do Sul, porém, o pedido foi indeferido.

Segundo Pinheiro, a empresa até se dispôs a fazer o desconto dos dias parados de forma parcelada, mas o sindicato foi irredutível. "Reconhecemos o direito de greve dos trabalhadores, mas a empresa tem também o direito de efetuar o desconto", disse.

Diante do impasse, Pinheiro reforçou pedido de desculpas da empresa à população pelos transtornos causados e reiterou o apelo para que os carteiros voltem ao trabalho. "Vamos fazer um apelo para os carteiros voltarem ao trabalho, porque temos convicção de que é isso que eles querem", afirmou.

Pinheiro lembrou que a estatal tem feito mutirões para fazer triagens e entregar encomendas e que já convocou 5.300 aprovados no concurso realizado em maio para amenizar os efeitos da greve.

MPT medeia negociação para acabar com a greve dos Correios

Ministério Público do Trabalho

28/09/2011



Brasília (DF) - O Ministério Público do Trabalho mediou a negociação entre os representantes da Federação Nacional dos Trabalhadores em empresas de Correios e Telégrafos e Similares (FENTECT) e a diretoria administrativa dos Correios (ECT), nesta quarta-feira (28), na sede da Procuradoria-Geral do Trabalho, em Brasília.

O impasse da greve dos funcionários, que já dura 15 dias, motivou a reunião, que teve duração de duas horas. A ideia é chegar a uma negociação que atenda às reivindicações dos trabalhadores e faça com que eles retornem ao trabalho.

A ECT continua com a proposta de reajuste salarial e de benefícios em 6,87%, aumento real de R$50,00 e abono de R$800,00. A proposta econômica foi aceita pela maioria dos trabalhadores em greve. A questão que não teve acordo é relacionada ao desconto em folha de pagamento dos dias parados.

Para os trabalhadores, esse desconto não deve ser feito porque eles terão que colocar em dia todo o trabalho parado. A categoria não descarta a possibilidade de negociação, porém deseja um acordo que atenda às necessidades de maneira geral. “A greve é um sacrifício muito grande para nós trabalhadores. Se eu perder esse salário, coloco em risco o meu pão de cada dia. Isso é sério, mas não estamos dispostos a sair da greve de graça”, disse o carteiro baiano Saúl Gomes da Cruz.

Já para a empresa, o débito em folha precisa ser feito em respeito às pessoas que trabalharam em esquema de mutirão. O analista da Diretoria de Administração dos Correios, Alexandre Martins Vidor, propôs que os descontos fossem realizados no período de 12 meses.

O procurador do Trabalho e Coordenador Nacional de Liberdade Sindical (CONALIS), Ricardo Brito Pereira, ouviu as considerações dos representantes e da empresa e acredita ser possível o encerramento da greve. “Em um primeiro momento, o Ministério Público do Trabalho sugeriu para a ECT que não houvesse descontos na folha de pagamento dos trabalhadores que ficaram parados, mas, como houve avanços na proposta econômica, o MPT achou razoável que o desconto fosse realizado em um prazo maior para que o trabalhador não sofra nenhum impacto. É possível fazer um acordo para resolver esse impasse, a fim de que a atividade se regularize o mais rápido possível”.

Os representantes sindicais pretendem levar os avanços da reunião para a assembleia com os trabalhadores. Segundo os membros diretores da FENTECT, somente a partir de um consenso a greve será cancelada.


Mais informações
Assessoria de Comunicação Social do MPT
(61) 3314-8232/ 3314-8198

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Juíza indefere pedido de liminar da FENTECT para impedir desconto dos dias parados

PROCESSO 3ª VARA DO TRABALHO DE BRASÍLIA Nº 0001548-67.2011.5.10.0008

CONCLUSÃO


Nesta data, faço os autos conclusos ao MM. Juiz do Trabalho.

Brasília, 27 de setembro de 2011 (terça-feira).

Irani Pereira da Silva
Analista Judiciário


Vistos os autos.

Trata-se de ação trabalhista movida pela Federação Nacional dos Empregados em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares - FENTECT em face da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT. Noticia que, em 14/09/11, em conformidade com os ditames da Lei de Greve, os empregados da ECT deflagram movimento paredista em face da inexistência de concordância entre as pares no que diz respeito aos termos no novo Acordo Coletivo de Trabalho. Aduz que a demandada, por intermédio da Circular nº 1605/11, da Vice Presidência de Gestão de Pessoas, determinou, sem prévia tentativa de negociação com a Federação, o desconto dos dias parados. Sustenta que a conduta da ré atenta contra o exercício do direito de greve, inserto no art. 9º, da Constituição Federal, violando, ainda, o art. 6º, § 1º, da Lei nº 7.783/98, assim como os direitos sociais de saúde, alimentação e proteção ao salário. Formula requerimento de concessão de liminar “inaudita altera pars”, para que seja determinada a imediata suspensão dos descontos e devolvidos os valores já descontados em razão da participação dos trabalhadores no movimento de greve.

(...)

No presente caso, contudo, não vislumbro, a princípio, a existência de verossimilhança das alegações a autorizar a antecipação dos efeitos da tutela pretendida.


Isso porque o art. 7º da Lei nº 7.783/89 configura a participação em greve como hipótese de suspensão do contrato de trabalho, ainda que remeta a possibilidade de regulação das relações obrigacionais por meio de acordo, convenção, laudo arbitral ou decisão judicial.


Tal circunstância, por si só, contudo, não autoriza que se desconsidere a natureza suspensiva expressamente imposta pela lei ao movimento de greve, a par de todos os argumentos e princípios invocados pela parte autora.


Assim, tenho que o desconto relativo aos dias parados não se mostra, a princípio, ilegal, tratando-se, em verdade, de mera conseqüência da suspensão contratual. Em razão isso, a dedução também não constitui violação às normas que asseguram intangibilidade salarial, inclusive porque, em regra, não há obrigação de pagamento de salários durante a suspensão do contrato de trabalho.


Não se olvida a possibilidade do empregador ter que arcar com o salário relativo aos dias de adesão do trabalhador à greve, situação ressalvada no art. 17, parágrafo único, da Lei de Greve, mas isso depende da comprovação de que o empregador contribuiu para que houvesse a paralisação, situação sequer alegada nos presentes autos.


De todo modo, a referida questão, bem como a questão referente à legalidade ou não de greve são de competência funcional de Tribunal e não da Vara do Trabalho.


Por todo o exposto, indefere-se a antecipação dos efeitos da tutela.


Intime-se o autor, com urgência.


Após, façam-se os autos conclusos para inclusão em pauta.


Brasília, 27/09/2011 (terça-feira).


LARISSA LIZITA LOBO SILVEIRA

Juíza do Trabalho Substituta
Auxiliar da 08ª Vara do Trabalho de Brasília


Após doze dias greve dos Correios perde força

Jornal Já – Porto Alegre, Rio Grande do Sul


A greve dos Correios entrou nesta terça-feira (27) no décimo segundo dia de paralisação com uma caminhada no Centro de Porto Alegre. Cerca de mil servidores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e bancários, que começaram greve hoje, participaram do ato conjunto que saiu da Siqueira Campos, na sede dos correios, até a esquina democrática, na Rua dos Andradas.

Porém, segundo membros do sindicato gaúcho da categoria a greve aos poucos está perdendo força, principalmente nas cidades do interior do Estado. Apesar dos líderes mostrarem confiança no movimento, a greve não deverá se estender por muito tempo. “No máximo até o final de semana as negociações deverão acabar”, disse um dos diretores do sindicato.

Completada quase duas semanas, ao menos 40% dos funcionários já voltaram ao trabalho. No entanto 35% das cartas e encomendas continuam sendo entregues com atraso. Os serviços de entrega rápida com horário marcado, como o Sedex 10, estão suspensos.

Em Brasília, a direção dos Correios anunciou a retomada do diálogo com a Federação Nacional dos Trabalhadores da categoria, a fim de tentar encerrar a greve. Os correios admitem renegociar a proposta apresentada na semana passada que prevê reajuste salarial de 6,87%, aumento real linear de R$ 50 (que representa, segundo a diretoria, aumento de 13% para 60% dos trabalhadores) e abono de R$ 800.

Segundo a empresa, os pontos sobre os quais ainda há divergências poderão ser discutidos com a volta ao trabalho dos grevistas.

A categoria reivindica aumento salarial de R$ 400, reajuste do vale-refeição e do vale-alimentação, piso salarial de R$ 1.635 e reposição da inflação de 7,16%.

O secretário-geral do Sintect/RS, Vicente Guindani, avisa que independente do que o comando nacional decidir, a quarta-feira terá manifestações na Capital.

— Nesta quarta-feira vamos levar a decisão do comando nacional para categoria em assembleia às 16h. Mas teremos de qualquer forma uma mobilização em frente à Agência Central na Siqueira Campos e à noite faremos um ato simbólico sepultando políticos que antes eram sindicalistas e agora tratam as categorias com diferenças — explicou.

sábado, 24 de setembro de 2011

Greve dos Correios reforça procura por serviços privados

Folha.com

Enquanto a greve dos Correios prejudica grande parte dos brasileiros, empresas que atuam no segmento de entregas expressas aumentam o faturamento durante a paralisação, informa reportagem de Cirilo Junior para a Folha deste sábado.

A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

O volume de encomendas transportadas pela Azul Cargo, braço de logística da aérea Azul, cresceu 60% desde a semana passada, quando parte dos funcionários dos Correios cruzou os braços.


Embora não tenha fechado dados relativos ao volume dos últimos dias, a TNT Express registrou forte incremento nas consultas. Os atendimentos no call center da empresa aumentaram 150% desde a semana passada.

"São clientes querendo saber sobre preços, prazos. E identificamos uma expansão no despacho de encomendas para o exterior", afirma Carlos Ienne, diretor da divisão express da empresa no Brasil.

A TNT trabalha com encomendas maiores, ao contrário da Azul e da Gollog, cujo número de encomendas cresceu 47% desde o início da paralisação. Empresa de logística da Gol, a companhia vem investindo cada vez mais no segmento de cargas expressas, que engloba pequenas encomendas.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Sancionada a MP 532

Foi sancionada pela Presidente Dilma Roussef a Lei 12.490/2011 (conhecida como MP 532/11), publicada no Diario Oficial da União de 16/09/11. A lei aprovada e alterada no congresso (conforme quadro comparativo, com a diferença entre a MP 532/11 e o Projeto de Lei de Conversão aprovado pelo Senado, disponível no site do Senado, no link http://www.senado.gov.br/atividade/materia/getPDF.asp?t=95027&tp=1) foi sancionada com o veto ao § 5o do art. 1o do Decreto-Lei no 509, de 20 de março de 1969, alterado pelo art. 11 do projeto de lei de conversão, que foi justificada pela Presidente na Mensagem de Veto número 383, que pode ser lido na ítegra no link: http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/_Ato2011-2014/2011/Msg/VEP-383.htm
Para ler o conteúdo completo da Lei 12.490/2011, sancioanda pela presindente, acesse o link http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12490.htm

Comentários do carteiroquefala:

Essa notícia apresenta uma situação curiosa: uma das reivindicações da Fentect com a greve deflagrada no dia 14/09 era contra a sanção presidencial da MP 532/11. Porém desde o dia 16/09/2011 a MP foi sancionada. A pergunta que fica é: a luta contra a MP 532/11 de fato foi um dos motivos para o início da greve, ou foi só um "artifício", já que estava claro que após a aprovação no congresso, a MP seria sancionada pela Presidente, já que foi o próprio governo que levou ao congresso a Medida Provisória. É importante ficarmos atentos aos reais motivos das atitudes que cada um está tomando.

domingo, 18 de setembro de 2011

GREVE, NÃO.

Me perguntaram se estou em greve, minha resposta é NÃO, NÃO ESTOU EM GREVE!
Estou trabalhando, simplesmente pelo fato de não acreditar neste sindicato, que em uma visita a minha unidade nos disse que esta MP estava adormecida desde a época de FHC, mas só agora foi colocada para votação.
Aí me veio a pergunta, se o sindicato já sabia desta proposta, porque só agora vamos brigar, depois da proposta já ter passado pelo congresso e pelo senado, porque não brigamos antes?
Porque agora eles vem nos dizer que seremos privatizados, que os terceirizados estão aí para nos substituir?
Os terceirizados estão aí para suprir uma tão sabido defazagem de mão de obra, mas que será amenizada com o concurso que será finalizado agora em outubro.
Este sindicato só briga por nós carteiros, não briga por melhorias para os atendentes, técnicos e analistas,
por isto não vejo com bons olhos a maneira de como este sindicato é dirigido, temos de ter um sindicato forte que lute por todos, pois quando um analista não é beneficiado, o que acontece? Acontece que este analista também não dará atenção devida para os funcionários aqui da base, e não podemos esquecer que quem toma as principais decisões são os analistas.
Outra coisa, porque não temos um político nosso, nos defendendo?
Isto me fez pensar que se quisermos alguma mudança real temos de nos politizar, entrar em um partido, trabalhar na política, nos mobilizar também nos bastidores e não somente saindo nas ruas e caindo cada vez mais na pesquisas de confiabilidade, na opinião de nossos clientes na rua, etc.
Eu não estou na greve, estou trabalhando, tentando manter o serviço operando, fazendo o possível para deixar o menor impacto para a população em geral que há pouco tempo tinha no carteiro a visão do profissional confiável e trabalhador, hoje não é incomum sermos hostilizados pela população.
E não adianta falarmos que a culpa é somente da direção, a culpa também é nossa, pois se tivéssemos um braço político em Brasília com certeza poderíamos indicar pessoas que estejam alinhadas as nossas diretrizes, bem como tirar de vez de circulação pessoas infiltradas em nossa organização que seu único intuíto é enfraquecer nossa organização com o simples desejo e obrigação de levar nossa empresa a privatização.
Finalizo, pedindo aos meus colegas para repensarem suas atitudes, greve neste momento é o melhor?
Não estamos dando um passo perigoso para um caminho que não queríamos triar?
Bom trabalho a todos!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Selo inimigo

Blog Claudio Humberto

3/09/2011 | 00:00

O ambiente nos Correios está de selo não reconhecer carta. Tensão nos semblantes, com a estatal movida a intriga entre grupos, à espera de uma solução para a decadência operacional da empresa.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

ECT apresenta contra-proposta e Comando de Negociação orienta pela GREVE NACIONAL

Fonte: Fentect

AOS SINDICATOS FILIADOS
Companheiros(as), o Comando Nacional de Negociação e Mobilização informa que, após muita enrolação e descaso contra a categoria e seus representantes a ECT apresentou uma contra-proposta no dia de ontem, 12/09, às 19h, que é a seguinte:

Reposição da Inflação 6,87%;

Abono Salarial de R$ 800,00;

Reajuste Linear de R$ 50,00, a partir de janeiro/2012;

Vale Alimentação de R$ 25,00;

Vale Cesta de R$ 140,00

Este Comando entende que a proposta apresentada não contempla a categoria. Neste sentido, orienta a todos os Sindicatos aprovarem nas assembléias de hoje a deflagração da GREVE NACIONAL da categoria, por tempo indeterminado, conforme calendário de lutas aprovado no XXX CONREP.

Correios diversificam oferta de serviços

Empresa investiu pesado em máquinas e tecnologias para bater de frente com a popularização dos e-mails e torpedos via celular

Felipe Lima - Jornal do Commercio

Serviço Postal dos Estados Unidos (USPS) tentou lutar. Investiu pesado em máquinas e tecnologias para bater de frente com a popularização dos e-mails e torpedos via celular. Prometeu entregar cartas no mesmo dia da postagem. Mas o nocaute veio agora. A instituição está quebrada e o calote no salário dos funcionários está próximo. No Brasil, o quadro é totalmente inverso. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), somente neste primeiro semestre de 2011, obteve lucro de R$ 499,6 milhões, 48,3% acima do registrado no mesmo período de 2010. O segredo foi não subir ao ringue contra a internet, e sim diversificar os negócios. Direcionou a maior parte dos investimentos para incrementar o serviço de entrega de encomendas e demais soluções. E com a reforma realizada em seu estatuto este ano, poderá agora ter participação acionária em outras companhias e internacionalizar operações.


As cartas pessoais representam atualmente apenas 0,01% do serviço de mensagens dos Correios. A esmagadora maioria refere-se a documentos e correspondências comerciais. São contratos fechados com bancos, tribunais de Justiça, órgãos públicos e com o comércio. Esse segmento de atuação ainda é responsável pela maior parte do faturamento da empresa. Em 2010, renderam R$ 6,02 bilhões, algo em torno de 47,44% das receitas. Porém, as encomendas crescem vertiginosamente e começam a ameaçar a liderança. Nos primeiros seis meses deste ano, o Sedex cresceu 18% e o serviço de envio não expresso subiu 21%.


O bom momento reflete-se no poder de fogo dos Correios. A previsão de investimentos até 2015 é de R$ 4 bilhões. É quase a metade do que o USPS pediu de socorro (US$ 5,5 bilhões, o que representa R$ 9,2 bilhões pelo câmbio de ontem) para não fechar as portas. Para se ter uma ideia, a empresa brasileira já manifestou interesse até em participar como “sócio estratégico” da operação do Trem de Alta Velocidade (TAV), mais conhecido como trem-bala.

O analista de planejamento dos Correios em Pernambuco Heyder Barbosa lembra que a internet, que no começo se mostrou ameaçadora, hoje é aliada. O comércio eletrônico representa receitas para os Correios, responsável pelo transporte dos produtos de determinados sites. “O investimento foi pesado e voltado para manter a regularidade, a praticidade, agilidade e comodidade dos serviços de encomendas. Cartas pessoais e telegramas ficaram estagnados, diminuem a participação no negócio da empresa ano a ano”, resume.

Os resultados financeiros do primeiro semestre deverão ser ainda melhores na segunda metade de 2011. É que no balanço será incluída a receita de R$ 2,3 bilhões oriunda da licitação do Banco Postal, cujo vencedor foi o Banco do Brasil. Apesar de realizada em maio, o contrato só foi assinado em julho.

Por todos esses motivos não é de se espantar que os Correios sejam uma das empresas do governo federal cujos cargos de direção são os mais cobiçados. Após a hegemonia do PMDB ao longo do governo Lula, está agora nas mãos do PT com Dilma Rousseff. O interesse político arranhou a imagem da empresa anos atrás. O mensalão, maior crise da gestão anterior, teve seu início após denúncias de corrupção envolvendo o ex-chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios, Maurício Marinho, ligado ao ex-deputado federal, Roberto Jefferson (PTB).

Outra polêmica que envolve a instituição é a do monopólio do serviço de cartas no País. Decisão de 2009 do Supremo Tribunal Federal (STF) assegurou a exclusividade dos Correios. Porém, já acionaram o Judiciário em mais de uma oportunidade para monopolizar também outros serviços, como o envio de cartões de crédito e talões de cheque, considerados em algumas decisões da Justiça como cartas e em outras, desfavoráveis aos Correios, como encomendas. O capítulo mais recente da novela aconteceu no final de agosto, quando a Associação Brasileira de Empresas de Distribuição (Abraed) chegou a acionar o STF para rever a definição do serviço, mas acabou desistindo do recurso.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Testes físicos do concurso dos Correios começam segunda-feira


Correios
09/09/2011


A Avaliação da Capacidade Física e Laboral (ACFL) do concurso público 2011 dos Correios ocorrerá em 73 organizações militares distribuídas em 60 municípios a partir da próxima segunda-feira (12). Na próxima semana, os testes serão realizados em 14 Estados.

Estão aptos a participar desta etapa 30.904 candidatos aprovados na prova objetiva para o cargo Agente de Correios — carteiro e operador de triagem e transbordo (OTT). No total, eles disputam 6.074 vagas, sendo 5.060 para carteiros e 1.014 para OTT. A ACFL será realizada em parceria com as Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica) em todos os Estados e no Distrito Federal. Os candidatos estão sendo convocados por meio de telegrama.

Até agora, dos 3.116 aprovados nos cargos de atendente comercial, cargos de nível superior e carreiras específicas, já foram contratados 1.409 novos empregados.

A ACFL tem caráter eliminatório e é composta pelo teste de barra fixa, corrida de 12 minutos e testes de dinamometria, com graus de esforço diferente para homens e mulheres de acordo com o previsto em edital. O candidato deve comparecer para realização da avaliação no horário definido na convocação munido de atestado médico, emitido há no máximo 30 dias, no qual deverá estar consignada a sua aptidão para realização dos testes; roupa apropriada para a prática de atividade física; e documento oficial de identificação com foto.

Os resultados da avaliação física serão divulgados até o final deste mês. Todos os 9.190 aprovados no concurso estarão trabalhando nos Correios até o final de outubro.

Mais informações no www.correios.com.br, seção Concurso Público.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Senado aprova MP que amplia atuação dos Correios

31/08/11

Aprovado nesta quarta-feira (31) pelo Senado, o projeto de lei de conversão (PLV) que amplia o âmbito de atividades da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) gerou polêmica entre os senadores, que viram a intenção de abrir brechas para a privatização e a terceirização dos serviços. Mudanças no texto introduzidas pela Câmara dos Deputados após manifestações de empregados dos Correios e de deputados oposicionistas não evitaram a dificuldade para aprovar o texto no Senado.

- O fato de medida provisória transformar a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, um patrimônio do povo brasileiro, em uma empresa de capital aberto é flagrante e claramente a abertura do caminho para privatizar essa importante empresa nacional - protestou Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) acusou o PT de lotear politicamente cargos da ECT, o que prejudicaria a eficiência da empresa. O senador também acusou o partido da presidente Dilma Rousseff de mentir para o povo brasileiro durante a última campanha eleitoral para a Presidência da República, ao afirmar que o PSDB era a favor da privatização da Petrobras e dos Correios.

O PLV 21/2011, proveniente da Medida Provisória (MP) 532/2011 autoriza a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos a atuar no exterior, constituir subsidiárias e adquirir o controle ou participação acionária em outras empresas. Além disso, a MP permite a aplicação subsidiária, no âmbito da ECT, da lei que trata das sociedades anônimas.

Para amenizar a polêmica gerada na Câmara, os deputados incluíram no texto artigos para vedar às empresas subsidiárias ou com participação dos correios atuar no serviço de entrega domiciliar, objeto do monopólio. Também foi incluída a determinação de que as funções gerenciais e técnicas da ECT em âmbito regional só poderão ser exercidas por empregados do quadro de pessoal permanente.

Além disso, todos os atos de constituição de subsidiárias e de aquisição do controle ou participação em empresas deverão ser aprovados pelo Conselho de Administração e comunicados à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal no prazo máximo de 30 dias.

O texto, segundo o relator, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) não promove a terceirização dos serviços da ECT, já que são preservados os vínculos trabalhistas dos empregados. Quanto ao monopólio do serviço postal como atribuição da União, o relator diz que não há ameaça já que seu status é constitucional.Da mesma maneira, o líder do PT, senador Humberto Costa (PE), afirmou não ter enxergado no texto a abertura de brechas para a privatização.

- A empresa passará a ter um escopo maior na sua atuação sem perder o monopólio postal e isso é extremamente importante. A medida provisória e o relatório do senador Vital do Rêgo [PMDB-PB] foram no sentido de preservar essa condição do monopólio postal no Brasil - garantiu.

Outros serviços

Outro ponto que gerou discussão foi uma emenda apresentada pelo relator ao artigo que prevê a competência dos Correios para explorar os serviços de logística integrada, financeiros e postais eletrônicos. Segundo o relator, a intenção foi deixar claro que os todos esses serviços estavam ligados à área postal.

Senadores oposicionistas, no entanto, consideravam que a alteração não era de redação, e sim de mérito, o que faria com que o texto, após a aprovação, tivesse que voltar à Câmara dos Deputados. Como a MP venceria no dia 8 de setembro, não haveria tempo para isso.

- O que o governo pretendeu com a medida provisória era dar condições à Empresa de Correios e Telégrafos de ter musculatura para competir e, assim, não terá - protestou o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que acusou o relator de "mutilar" a MP e a intenção do Executivo.

Vital do Rêgo afirmou que apenas dividiu em três frases o que o Executivo havia escrito em uma e que manteve a atribuição dos correios de realizar a logística postal integrada. O relator afirmou que não caberia a ele dar fim à polêmica e pediu ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que designasse um integrante da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) para dar o parecer. Ao receber a tarefa, o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), considerou a emenda como de redação.

Servidores dos Correios compareceram ao Plenário com camisetas contra a aprovação da MP. Houve manifestações, que, no entanto, foram mais amenas que as registradas durante a votação na Câmara, quando houve tumulto e objetos foram atirados no Plenário.

Isabela Vilar / Agência Senado

domingo, 28 de agosto de 2011

MP 532 - O trabalho tem que continuar.

Prezados Colegas,

A Medida Provisória 532 foi votada e aprovada na Câmara dos Deputados, tendo sido encaminhada, dia 24/08,  ao Senado Federal para  votação como Projeto de Lei de Conversão (PLV) nº 21/11.
Conseguimos uma vitória parcial na Câmara com a restrição da ocupação de funções gerenciais e técnicas da ECT. Em âmbito regional, tais funções deverão exercidas exclusivamente por empregados do quadro de pessoal permanente da ECT (Art. 21-B).
No entanto, agora é a hora de ampliarmos esta vitória e não perder o que conseguimos.
Precisamos mostrar, novamente, força e união para conseguir que as emendas sugeridas pela ADCAP sejam contempladas.
Abaixo,  segue texto e os endereços de e-mail dos nobres  Senadores do  seu Estado, bem como  do  Presidente do Senado e Líderes das bancadas para que nos façamos ouvir.
Envie já seu e-mail e divulgue isto para que seus colegas, amigos e familiares também possam contribuir para a preservação de Correio técnico e confiável. Vamos acabar com a legalização do aparelhamento político da ECT.
 Juntos, somos mais fortes! 
 Atenciosamente, 
Diretoria Executiva
ADCAP  Nacional  

Senhor(a)  Senador(a), 

Quando a Medida Provisória 532 foi enviada ao Congresso, a direção dos Correios providenciou imediata alteração do Estatuto da ECT. Dentre as mudanças, surgiram os artigos 43 e 44, que abrem a possibilidade de ocupação de todas as funções técnicas e gerenciais dos Correios por pessoas que não fizeram CONCURSO PÚBLICO para trabalhar nos Correios. São quase 20 mil funções que podem ser ocupadas através de apadrinhamento político o que, além da desprofissionalização da ECT, gerará prejuízos também à sociedade brasileira.  

Conforme registrado na audiência pública do último dia três de agosto, na Comissão de Trabalho, isto é inédito nas empresas públicas. Na ocasião, foram lidos os estatutos do Banco do Brasil (capítulo IX,artigo 48 e parágrafos), da Petrobrás (capítulo VII,artigos 48 e 49 e parágrafos) e da Caixa Econômica Federal (capítulo VIII, artigo 46 e parágrafos). 

Além de ferir a moralidade, tais artigos contradizem a disposição da Presidente Dilma em prestigiar o caráter técnico e implantar a meritocracia no Brasil. Temos a certeza absoluta que a nossa presidente, se corretamente informada, providenciaria ela mesma tais mudanças.
 
Diante do exposto e para corrigir tais distorções, solicitamos que seja incluído o seguinte artigo na PLV21/11 (MPV 532-D/11 ) :
  
Art.___ - O parágrafo quarto do art. 4º do Decreto-Lei 509/69 passa a vigorar com a seguinte redação:
          § 4º - As funções técnicas, gerenciais e de confiança serão exercidas exclusivamente por empregados do quadro de pessoal permanente da empresa.

 
Atenciosamente,

(remetente)  
             Presidente do Senado e Líderes dos Partidos

  
Senadores SP